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ProjetosCâmara Municipal de São Paulo

Portal da Câmara Municipal de São Paulo

A gente redesenhou o portal da maior Câmara Municipal do Brasil pra ser usável de verdade por todo mundo, testando com quem o site antes deixava de fora.

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Portal da Câmara Municipal de São Paulo aberto num notebook e num celular, mostrando a home com os atalhos para falar com um vereador, opinar sobre projetos, acompanhar a atividade legislativa e participar de audiências públicas.
Desafio

Modernizar o portal da maior Câmara Municipal do país e resolver acessibilidade de verdade, não só na aparência.

O que a gente fez

Duas versões em nove anos. Migração do sistema legado, redesign minimalista e pesquisa com pessoas cegas, com baixa visão e surdas pra guiar as decisões.

Resultado

Aumento médio de 30% nos acessos a conteúdos e notícias, e uma navegação que deixou de excluir. Numa das descobertas, uma pessoa cega não chegava a cerca de 90% do conteúdo da home. A gente corrigiu isso.

Por que esse projeto

Um portal público tem o dever de servir todo cidadão. O da Câmara de São Paulo é o de maior alcance entre as câmaras municipais do Brasil, e mesmo parecendo bem estruturado, não estava dando conta disso. O projeto aconteceu em duas etapas separadas por quase uma década. Em 2014, em parceria com a Artplan, a Digigroup entregou a primeira versão do portal. Em 2023, com a agência Octopus, entregou a versão atual, agora com foco em experiência no celular, transparência da informação e acessibilidade. O que a Câmara pediu na segunda etapa foi acessibilidade. A gente transformou o pedido de “deixar mais moderno” em algo maior: deixar usável por qualquer pessoa.

O desafio

Acessibilidade de verdade não é botão de aumentar fonte nem plugin genérico. É saber como cada pessoa navega de fato, e isso ninguém descobre no achismo. Junto vinham dois problemas de escala. O primeiro: um sistema legado inteiro pra trazer pra nova linguagem visual sem atrapalhar quem opera o portal todo dia. O segundo: um volume grande de colaboradores publicando conteúdo o tempo todo, o que exige uma plataforma que aguente rotina real, não só demonstração.

Como a gente pensou

Duas decisões guiaram o projeto.

A primeira: manter o WordPress. O time que cuida do portal já era habituado a ele, e trocar a tecnologia mudaria o jeito de trabalharem. Modernizar não podia virar um problema novo pra quem usa o sistema todo dia. Na primeira etapa, em 2014, essa escolha já tinha sido tomada junto com o Centro de Tecnologia da Informação da Câmara, quando migramos tudo que existia em Joomla.

A segunda: em vez de supor o que “acessível” significa, ir pesquisar com quem vive isso. A gente montou um grupo com pessoas cegas, com baixa visão e surdas pra entender o que realmente gera valor na navegação de um portal público.

A pesquisa (o discovery)

O que a gente encontrou mudou o projeto inteiro.

  • Pessoas cegas

    Navegando por teclado e leitor de tela, o portal pulava seções. A pessoa achava que estava tudo bem estruturado, sem saber que cerca de 90% do conteúdo da home simplesmente não chegava até ela.

  • Baixa visão com fotossensibilidade

    Luz demais no fundo claro atrapalhava a leitura. Um dark mode fácil de achar fazia diferença real.

  • Baixa visão

    Quem tem baixa visão navega diferente de quem é cego: costuma dar zoom pra ler, e o site quebrava no zoom, desestruturando o layout.

  • Pessoas surdas

    Elas evitam boa parte dos plugins de libras do mercado, porque muitos soletram letra por letra em vez de traduzir de verdade. Ler o texto estava tranquilo. O que excluía eram os vídeos das audiências, sem intérprete.

O que a gente entregou

  • Redesign com minimalismo visual, pensado pra navegação antes da estética.
  • Migração do sistema legado pra nova linguagem visual, mantendo o WordPress.
  • Correções de acessibilidade guiadas pela pesquisa: navegação por teclado e leitor de tela sem pular conteúdo, dark mode e comportamento de zoom que preserva a estrutura.
  • Adequação a boas práticas de programação, padrões de design e às validações do ITPL (Índice de Transparência dos Portais Legislativos).
  • SEO e codificação bem estruturados por baixo.
  • Indicadores com Google Analytics e Microsoft Clarity, pra equipe da Câmara enxergar como as pessoas navegam e decidir com dados.

Prova visual

  • Portal da Câmara de São Paulo aberto no celular, com os botões de acessibilidade e de Libras visíveis nas laterais da tela, ao lado do conteúdo sobre uma audiência pública.
  • Fachada do Palácio Anchieta, sede da Câmara Municipal de São Paulo, vista de baixo, com a placa de identificação e o brasão da cidade em primeiro plano.

Resultado e impacto

O portal deixou de parecer acessível pra ser acessível. As melhorias não foram cosméticas: foram estruturais e guiadas por gente real usando o site. Além disso, o novo portal teve aumento médio de 30% no número de acessos a conteúdos e notícias, ganhou mais relevância como veículo de comunicação em buscas orgânicas e, como consequência, mais participação popular nas decisões que importam pra cidade. E a Câmara ficou com autonomia pra acompanhar a navegação pelos próprios indicadores.

Ficha técnica

Cliente
Câmara Municipal de São Paulo
Período
1ª versão em 2014 · versão atual em 2023
Plataforma
WordPress (open source)
Parcerias
Artplan (2014) · Octopus (2023)
Aferições
ITPL · ASES · PageSpeed
Entregas
planejamento · desenvolvimento · suporte e assessoria

Serviços aplicados

EstratégiaBranding & DesignDigitalGrowth

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